Sopram palavras
Ausentes de essência
Que arrefecem as nuvens
Acima carregadas de mim.
Levam o que tenho para
Onde já estive e não pertenço,
Sussurram como o vento
Frio que não quero ouvir
Sentir.
(Ah Aparências!)
E mesmo que gritasse
No mais mudo dos silêncios,
Minha alma não reconhece
Não carece nem parece
Sequer espaço ou possibilidade
De calmamente se afundar
Num vazio veneno intenso
Desse porto tão sombrio
Disfarçadamente...
(Ah Aparências!)
Nem todas as celas se tocam
Nem todas as cordas se ouvem
Nem todas as mentiras se vêem
Mas todas se sentem e...
Se me perco, não me escondo
Não sei viver sem ser livre
As jaulas aos miseráveis
Ah Aparências!
E desconheço as horas
Que passam diferentes
E indiferentes caminham
Encontram-se em mim
Num fugaz permeio
De puro manifesto
Sossego agora
E por fim.
Monday, January 5, 2009
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