Friday, October 31, 2008
Friday, October 24, 2008
Wednesday, October 22, 2008
Wednesday, October 15, 2008
Monday, October 6, 2008
and did they get you to trade
How I wish
Thursday, October 2, 2008
Estava sentada no topo do meu mundo, quando alguém mencionou o teu nome atingindo-me como uma bala. Nome esse que já esqueci. Que nunca quis lembrar. Que lembrei e esqueci, da mesma forma que me lembrei e esqueci do raciocínio que estava comigo naquele momento. Eu sou assim. Gosto de escrever sobre coisas que me lembro e esqueço. Porque assim posso escrever sobre tudo ao mesmo tempo que o ignoro. É fácil assim. Já dizia o Poeta... " Sentir, sinta quem lê. " A lógica é exaustiva e inutil, tal como as falsas construções mentais que vou criando, aqui e ali. Nos intervalos, construo mais, e, entre essas outras, surgem outras tantas que me invadem o corpo, com um ardor platinado desigual. Nesse momento não há hipóteses alternativas, lógica, pensamento, raciocínio, saída. Arde e alastra-se por todo o ser, como se o sangue se evaporasse. Como reacção, apenas um fechar de olhos e um abrir de mãos. É demasiado puro e bruto. Demasiado involuntário e profundo. Entranhado, tatuado. Simples. Livre. Os delírios da mente são outra coisa. Criados para saciar carências rebuscadas de infinito. Capacidade inesgotável esta que temos para o tentar atingir, sempre. Quando se abrem, das mãos, nunca nos pode cair muito. Não temos nada nelas, nunca teremos. Tudo o que se permita ser possuído, nada mais é que a ilusão daquilo que queremos possuir. Não podem coexistir no mesmo mundo. Não é essa a essência. Perde-se a essência e a lógica. Lógica inexistente aqui, e por isso nunca poderão entender. Mas há a possibilidade de criar uma intrepretação própria, que faça lógica, mas essa lógica será diferente da minha, porque a minha não existe, faz parte da ilusão. E não é que ela não exista, mas nada do que existe nela existe sempre da mesma forma. São lógicas diferentes a partir de uma que, aparentemente, não existe. Será falsa? Cansa um pouco. Sim. Que se foda a lógica. É demasiado limitadora para mim que sou livre em ilusão. Mesmo sem fechar os olhos sonho. É quando mais gosto. Inspiro-me em tudo, deixo que tudo me invada e arrebate, crio para mim algo perfeito, em que as imperfeições são por mim escolhidas e justificadas. É só um sonho. Somos feitos de tudo, inclusive de sonhos. Fechamos sempre os olhos em intensos momentos de dor e prazer. Quando os fechamos, viajamos. Eu viajo para a realidade. Foi por isso que os fechei, no meu mundo não pude encontrar a resposta. Rendi-me ao descontrole dos dois mundos, e perdida entre eles não me lembrei de pensar. Nada dura muito nessa dimensão.


