Silenciosa, calma e perene
Sem palavras me sento
Breve ânsia, esquecida que geme
E o que na minha mente invento
Nada mais é que um barco sem leme
Sem saber onde o encontrar
Passei horas a vaguear o infinito
No caminho da ilusão por recordar
Corri, sonhei, sufoquei o grito
Criei um sonho e esqueci de sonhar
Com nenhuma certeza de nada
Tudo venci e quis de verdade
Soube mais do que sei aqui parada
De tudo quanto fui ri-me enganada
De tudo quanto não fiz ficou a saudade
Sem palavras me sento
Breve ânsia, esquecida que geme
E o que na minha mente invento
Nada mais é que um barco sem leme
Sem saber onde o encontrar
Passei horas a vaguear o infinito
No caminho da ilusão por recordar
Corri, sonhei, sufoquei o grito
Criei um sonho e esqueci de sonhar
Com nenhuma certeza de nada
Tudo venci e quis de verdade
Soube mais do que sei aqui parada
De tudo quanto fui ri-me enganada
De tudo quanto não fiz ficou a saudade
Qual inquieto futuro enevoado
Que do mistério nasceu a esperança
E do tanto que aprendi com o meu passado
Encantada, vejo, sinto, permaneço criança
Que cuida serena o intenso imaginado
É cor e calor o que desejo adormecida
Do muro, do medo eu não soubera
Encontrei-me quando me achava já perdida
Num compasso de espera
Cansada, não vencida...
Que do mistério nasceu a esperança
E do tanto que aprendi com o meu passado
Encantada, vejo, sinto, permaneço criança
Que cuida serena o intenso imaginado
É cor e calor o que desejo adormecida
Do muro, do medo eu não soubera
Encontrei-me quando me achava já perdida
Num compasso de espera
Cansada, não vencida...
